O sobrinho da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, assassinada dentro de casa em Itororó, foi preso nesta sexta-feira (7), em Parauapebas, no Pará. Victor Oliveira da Silva, de 25 anos, estava sendo procurado desde o início de julho e é investigado por supostas fraudes envolvendo negociações de veículos.
Além das acusações relacionadas aos golpes, a Polícia Civil da Bahia passou a apurar uma possível ligação de Victor com o assassinato da própria tia. Uma das linhas investigativas considera que ele teria contraído uma dívida com um homem apontado como possível mandante da execução. A polícia tenta esclarecer se essa dívida teria relação com as fraudes e se poderia ter motivado o crime.
A prisão foi realizada durante uma operação conjunta das Polícias Civis da Bahia e do Pará. Contra o investigado havia um mandado de prisão preventiva e uma ordem de busca e apreensão. Na casa onde ele foi localizado, foram recolhidos celulares e documentos, que serão submetidos à análise.
INVESTIGAÇÃO APONTA POSSÍVEL RELAÇÃO ENTRE GOLPES E HOMICÍDIO
Segundo a Polícia Civil, a apuração das negociações fraudulentas de veículos nas regiões de Itabuna e Itapetinga passou a ser considerada uma peça importante para entender a morte da advogada.
Antes do homicídio, familiares de Cláudia teriam sido ameaçados durante cobranças relacionadas a dívidas. A investigação aponta que parentes chegaram a ser pressionados a entregar dois veículos como forma de pagamento. A família registrou uma ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial de Itabuna antes da morte da advogada.
A Justiça também autorizou buscas relacionadas às supostas fraudes, incluindo a localização de veículos envolvidos nas negociações e o bloqueio de ativos financeiros ligados ao investigado.
ADVOGADA FOI MORTA DENTRO DE CASA
Cláudia Félix de Oliveira foi assassinada a tiros na madrugada de 25 de julho, dentro da própria residência, em Itororó.
De acordo com as investigações, os criminosos teriam monitorado a advogada nos dias anteriores ao ataque. Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação do grupo nos dias 20 e 21 de julho.
Miriam Meneses
Editora Responsàvel.

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